domingo, 28 de outubro de 2012

JANET CARDIFF e GEORGES BURES MILLER- "THE MURDER OF CROWS" (2008)- 
"Foty part motet" - Inhotim- MG

Janet Cardiff- grava separadamente as 40 vozes que compõem a instalação sonora em 40 canais.

Duração: 14' 7''
Cantada pelo Sung by: Salisburg Cathedral Choir
Gravação é pós-produção- Sound Moves
Edição de som- Georges Bures Miller e Steve Williams
Produção: Thereza Bergne

Thomas Tallis, compositor inglês do século XVI, compôs Spem in Alium nunquam habui para a comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth 1ª, em 1575. O moteto ( um tipo de composição polifônica medieval) para oito coros de cinco vozes. Trata de humildade e transcendência, dois temas importantes para o compositor católico numa época em que a fé católica era reprimida pelo estado soberano da Inglaterra. A peça é conhecida como uma das mais complexas obras polifônicas para canto coral jamais composta. Utilizando microfones individuais, Janet Cardiff gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisburg, trabalhando com vozes masculinas- baixo, barítono e tenor- assim como com uma soprano infantil. Na instalação, a artista usa um alto-falante para cada voz, o que permite ao espectador ouvir as diferentes vozes e peceber diferentes combinações harmônicas, à medida que percorre a instalação. Janet cardiff é uma das artistas mais proléficas de uma arte que se vale da tecnologia de ponta. Seu trabalho emprega diversos meios expressivos, abrangendo vídeo, instalação e gravação de som.











             


                                    JANET CARDIFF & GEORGE BURES MILLER 
                                               THE MURDER OF CROWS 2008
                                  Brussels, Canadá, 1957; Vegreville, Canadá, 1960;
                              Ambos vivem em Berlim, Alemanha, e Grindrod, Canadá

                    Num amplo espaço, os artistas instalaram um ambiente sonoro inspirado
                    na gravura O sono da razão produz monstros (1799), de Goya, composto de
                    gravações de marchas, canções de ninar, texto falado e composições musicais,
                    assim como de uma trilha de efeitos incidentais. Soando de 98 altofalantes
                    montados em cadeiras, em pedestais e nas paredes e evocando uma revoada
                    de aves, a obra conduz o espectador através de uma narrativa de sonho que
                    revela as qualidades físicas e escultóricas do som.

Com "O assassinato dos corvos", a sua maior instalação de som até à data, o canadense artistas visuais Janet Cardiff e George Bures Miller continuar as explorações que iniciaram em meados dos anos 1990 para os atributos esculturais e físico do som. no histórico de outra forma vazia hall do Hamburger Bahnhof, 98 alto-falantes são instalados. Estes emitem os sons de vozes, música e sons gerados pela gravação estereofônica e técnicas especiais de repetição, criando uma composição que tem um impacto direto físico no ouvinte. O sistema especial de soundfield Ambisonic gera um espaço grandemente intensificada auditiva e emocional, para que os eventos acústicos que acontecem no SoundSpace tridimensional tem um imediatismo, assustando desconcertante. A instalação é concebido como um filme ou uma peça, mas uma cujas imagens e estruturas narrativas são criadas apenas pelo som. O trabalho de três partes, composta em colaboração com Freida Abtan, Ritter Tilman e Maderlechner Tito, é de 30 minutos de duração. Na instalação de Cardiff & Miller, uma ouve a voz de Janet Cardiff, vindo de um megafone deitado sobre uma mesa no centro da o quarto, relacionando pensamentos e sonhos. Como o homem dormindo Goya, ela é um cativo de seus próprios pesadelos, experimentando cenas horríveis, cheios de medo e terror. Sons e ruídos percorrem o espaço da exposição como as corujas e morcegos, que voam ao redor da cama na gravura de Goya. Na transição de um mundo para o próximo som, estrutura da obra segue as progressões ilógicas mas de alguma forma inter-relacionadas que conhecemos a partir do reino dos sonhos. A peça som torna-se um réquiem para um mundo que perdeu a orientação, onde a escassez de razão - mas também um excesso de racionalidade expediente - tem trazido atrocidades inimagináveis, loucura, e a catástrofe.































DOUG- Som da Terra
Inhotim- MG  
220m de profundidade




                                       DOUG AITKEN SONIC PAVILION 2009
                         Redondo Beach, Estados Unidos, 1968; vive em Los Angeles, Estados Unidos

                  Com acesso por uma trilha isolada no meio da floresta e situado no alto de
                  um morro, Sonic Pavilion (2009) é uma construção dentro da qual o espectador
                  ouve uma transmissão contínua de sons emitidos a centenas de metros no
                  interior da Terra e captados por microfones geológicos. A obra examina algo 
                  que seria, de outra maneira, imperceptível e deflagra uma situação site-specific.
                  Aqui, a arquitetura se funde a uma obra de arte invisível que está sempre em
                  transformação, viva e respirando, interagindo com o visitante.






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