Escrevo a vida,
por mais que ela me condene.
Uso palavras gastas, calcinadas, bem sei!
com chicotadas estranhas de apego,
mas há que cair no caos emergente,
já que o amor não sei escrever
e, a vida é bem diferente.
Queimo os céus com uma vontade nova
nesta vida emudecida, que sabe-se traduzida
num vazio emocional
Caio nesse vazio veloz de escrita
e, subo entre vocábulos e linhas que escolho
Nas suas chaves de nomes desvelados, que por acaso
serão azougueis da vaidade ou realidade?
(Maria João Mesquita)
"Vanitas vanitatum, et omnia vanitas"
Vaidade das vaidades, tudo vaidade
Eclesiastes, 1.12
"tudo é vaidade e vento que passa; não há nada de proveitoso debaixo do sol"
Vânitas- Primeiro Título
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