Pierre Schaeffer
Em 1966, Pierre Schaeffer publica o Traité des objets musicaux: essai interdisciplines, que se constitui de 7 livros. Teoria de escuta reduzida: o exercício de ouvir o som em suas características acústicas perceptíveis, abstraíndo as suas relações com a fonte geradorae com outras referências externas a esse som. Este exercício tinha como um dos seus objetivos possibilitar uma descrição dos objetos sonoros, um conceito elaborado por Schaeffer a partir da fenomenologia de Hursserl.
Schulz retoma ainda a questão do domínio da visão em relação a experiência da escuta, em que o olho seria especializado em entregar material para um pensamento de identificação estrutural- ele recorta, mede, cria distância- e o ouvido nos coloca "no centro de um reino dinâmico e cheio de energia" (Schulz, 2002:15). O autor ainda reforça que em nossa cultura, amplamente visual, o espaço se aproxima de uma caixa vazia e que a arte sonora poderia ser justamente uma tentativa de ocupação sonora do espaço, com trabalhos em que "o senso de escuta é o que dá ao espaço visual sua atual qualidade plástica". (Schulz, 2002:15). (Arte sonora: uma metáfora das musas- Lilian Campesato- pg.70).
[...]E, nesse sentido a arte sonora, segundo Schulz, realmente deve muito à dissolução da divisão entre som musical- "mensagens de mundos subjetivos", [abstratas]- e, ruído- "sons que indicam ocorrências triviais".(Schulz, 2002:14). p.77
Um dos primeiros empregos do termo sound installation, a exemplo, podemos citar Max Neuhas, para nomear trabalhos sonoros que eram desprovidos de início e fim, os quais utilizavam o espaço como elemento fundamental... ao invés de situar a apresentação musical em uma sala de concertos tradicionalmente carregada por prerrogativas da música tradicional, Neuhas procurou alcançar um ambiente mais abrangente e público "[...] em que a experiência do som poderia surpreender a percepção" (Labelle, 2006:154), na medida em que se baseava na premissa de que a percepção humana de espaço é moldada pela audição. pg.78
Frank Gertich- Livro KlangKunst (escultura Sonora)- a concentração em um objeto ao invés do entorno sonoro ou ambiente, é o que diferencia as esculturas sonoras das instalações sonoras, embora haja muitos exemplos que se situem na fronteira dessa divisão.
Artistas-
José Antonio Orts (1955)- espanhol- relação de conceito x matéria x sons x objeto.
http://youtu.be/8OL13chQ81I
Rolf Julius ( 1939) alemão- explora a sinestesia entre visão e audição na percepção do entorno sonoro.
http://youtu.be/GETVbJabvzE
Christina Kubisch (1948) alemã- poemas inseridos no espaço e enriquecidos com sons.
http://youtu.be/aS8tydDKQxY
http://youtu.be/byZta08Lmpw
http://youtu.be/sHKz8JZe1FA
http://youtu.be/CooHIuLAod0
Robin Minard (1953)- canadense-(Quebec)- música, arte sonora x design artístico (eletroacústica)
http://youtu.be/71Eoz7nD4I4
A exposição "Arte Sonora som como um meio de arte" no ZKM | Media Museum, bem como em espaços públicos da cidade de Karlsruhe apresenta uma visão geral do estado atual da arte sonora no 21 Século. De futurismo ao Fluxus sobre sonifications Twitter ZKM distinguidos através de exemplos específicos da história da arte sonora. Mas o foco é sobre as práticas contemporâneas: com obras de 90 artistas de som, 30 dos quais irão introduzir novas produções nos últimos anos, ganhando o visitante uma visão sobre o cosmos sonoros incomuns de arte contemporânea.
http://youtu.be/Jf2den1WU4k
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